Caminho para casa

Por Maria Fernanda Romero

Os sentimentos,
tão profundo,
turbinados,
pelo calor do seu abraço,
ofegante,
caminho de volta para casa,

navego nesses sentimentos,
escorrego nas dunas,
que não são como no deserto,
mas a areia arranha,
as estranhas,
entranhas,
do meu coração,

porque essas almas vazias,
não saciam a minha fome,
de viver

folhas secas em primeiro plano, lago em segundo e montanha desértica no fundo
Poesia em Portugal

Astro rei

Por Maria Fernanda Romero

As nuvens deixaram de cobrir as estrelas.

A lua se escondeu atrás das colinas

junto com ela foram todos meus devaneios.

Todos os sonhos não-realizados

todas as promessas em vão 

e também a solidão.

Fácil seria se pudéssemos apagar e voltar a brilhar todos os dias. 

Bem que eu também poderia ser mais forte do que todas as nuvens 

do que a escuridão.

Assim, como o maior astro de todos.

Se eu fosse como o maior astro de todos 

nada iria me abalar.

Acima do abismo iria poder voar, enxergar a imensidão

esquecer da multidão.

Mas o frio ainda me corrói.

É como um tapa que me traz de volta à realidade. 

Ah, se eu fosse como o maior astro de todos…

surfista solitário descendo onda durante um pôr-do-sol bem amarelo e poético
surf e pôr-do-sol

Astro Rei, uma poesia sobre a natureza

A natureza é um tema recorrente nas minhas poesias, pois é onde eu ganho força e inspiração. Escrever sob o sol, com a brisa do vento ou em conexão com o mar é uma das minhas paixões.

Leia outras poesias sobre natureza, viagem e trasnformação

Mar, Meu lar

Como o outono cheira?

Hoje me Despeço

Poesias que se tornaram um livro

A natureza, a viagem, a solidão e questões da vida inspiraram a criação do Navegando em Poesia. Um livro que te faz pensar, te mostra outras verdades e e perguntas.

O livro contêm histórias e aventuras que envolvem amor, liberdade, autoconhecimento e muitas viagens.

Como o outono cheira?

Por Maria Fernanda Romero
O perfume exalando no ar,
Ou é a cândida que limpa o chão?
Talvez aquele shampoo, ou uma colônia pós-banho….
Pode ser uma rosa no jardim,
Mas as rosas estão caindo….
Pode ser a chuva, ou meu cachorro molhado
Não quero fechar a porta,
Deixarei lágrimas,
Meu consolo é saber que o cheiro familiar estará sempre lá….
Sempre lá me esperando,
Para me reconfortar,
E mesmo que eu demore para voltar,
O cheiro do outono lembra meu verdadeiro lar
estrada umida com arvores vermelhas mostrando as cores do outono e luz
Cores do outono

Transformação e autoconhecimento

Mudanças são dolorosas, mas o poder da transformação é inquestionável. o autoconhecimento é um processo que exige se desfazer e refazer o todo tempo.
“Como o outono cheira?” é uma das minhas primeiras poesias. É sobre o sentimento de partir: de casa, do conhecido da zona de conforto.

Outros posts sobre autoconhecimento:

Minas pela Estrada: Sete meses viajando o Brasil de Bicicleta

Pedra da Gávea: Superar a si mesmo

Medo de viajar sozinha?

Viagem e Poesia:

Viajar é uma das ferramentas que uso para alcançar o autoconhecimento. Transformo tudo que vivo em histórias e poesias e foi assim que surgiu o meu primeiro livro, Navegando em Poesia.

×