Astro rei

As nuvens deixaram de cobrir estrelas,

A lua se escondeu  atrás das colinas,

junto com ela foram todos meus devaneios,

Todos os sonhos não realizados,

Todas as promessas em vão,

e também a solidão,

Fácil seria se pudêssemos apagar e voltar a brilhar todos os dias,

Bem que eu também poderia ser mais forte que todas as nuvens,

que a escuridão,

Assim como o maior astro de todos,

Se eu fosse como o maior astro de todos…

Nada iria me abalar,

Acima do abismo iria poder voar,

enxergar a imensidão,

esquecer da multidão,

Mas o frio ainda me corroí,

É como um tapa que me trás de volta á realidade,

Ah se eu fosse como o maior astro de todos….

Como o outono cheira?

Por Maria Fernanda Romero
O perfume exalando no ar,
Ou é a cândida que limpa o chão?
Talvez aquele shampoo, ou uma colônia pós-banho….
Pode ser uma rosa no jardim,
Mas as rosas estão caindo….
Pode ser a chuva, ou meu cachorro molhado
Não quero fechar a porta,
Deixarei lágrimas,
Meu consolo é saber que o cheiro familiar estará sempre lá….
Sempre lá me esperando,
Para me reconfortar,
E mesmo que eu demore para voltar,
O cheiro do outono lembra meu verdadeiro lar

Mundo de OZ

FESTIVAL DE ARTE E CULTURA

FESTIVAL DE CULTURA ALTERNATIVA

festival de cultura alternativa que aconteceu em São Paulo entre 20 e 24 de abril de 2016

fotos Maria Fernanda Romero

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O festival contava com a presença de uma cachoeira maravilhosa, a decoração deixou ela ainda mais exuberante.

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O palco, a noite estrelada, a decoração, as intervenções artísticas e o som tornaram as noites do Oz inesquecíveis.

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Consciência ecológica também é uma das missões do festival.

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hoje me despeço

Por Maria Fernanda Romero

Naqueles olhos que eu enxerguei a paz,
hoje refletem o buraco dolorido e sangrento que se abriu em meu peito,
enquanto dormia no aconchego do seu abraço sonhei com nosso paraíso,
ele só existe no meu sonho.
acordei destruída.

olhei o nosso velho quarto pela última vez,
ainda sinto o gosto amargo do último gole de café,
perdida numa noite fria de verão,
só quero mais um trago

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Foto: Alice Reis

A Fer(ida)

Por Maria Fernanda Romero
Vejo meu sangue escorrendo,
o sangue da ferida,
da ferida que você me causou,
como cicatriza a ferida?
a ferida era de amor.
mas amor não machuca…
o sangue escorre,
o sangue sufoca,
vou beber o sangue da ferida,
da ferida que você me causou,
doutor, ajuda, por favor,
quero um remédio para a grande ferida que é o amor