Pedra da Gávea é sobre como superar a si mesmo

Por Maria Fernanda Romero

COMO CHEGAR NA PEDRA DA GÁVEA

A Pedra da Gávea, localizada no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, foi assim batizada pelo capitão português Gaspar de Lemos, por causa da sua semelhança com o cesto da gávea, o mirante colocado no lugar mais alto da caravela. Com 842m de altitude é o maior bloco de pedra a beira mar do planeta.
O acesso para a pedra é no final da Estrada do Sorimã. A trilha é muito difícil e tem várias etapas e pontos turísticos. Logo no começo tem uma cachoeira, depois o caminho fica cada vez mais íngreme. É preciso escalar um trecho de pedras e também escalar a carrasqueira, de aproximadamente 30m. Essa parte é extremamente perigosa e existem até caso de mortes.
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As quase 3h de trilhas são cansativas e é muito intenso. O coração acelera, a respiração complica, é um momento de contato consigo e com a sua própria força. É preciso concentração e calma. Subir a carrasqueira é o maior desafio. É a hora que você está no limite da vida e percebe como esta pode ser frágil. É a hora de refletir sobre quem você é e do que você é capaz.

O MAIOR DESAFIO

Durante a subida da carrasqueira, olhar para cima é desestimulante, pois parece que você sobe, sobe, sobe e ainda falta muito, olhar para baixo é magnifico. A vista do Rio de Janeiro, e de toda imensidão do oceano. Ao mesmo tempo pode dar medo.
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Depois de superar seus próprio limites, chegar ao cume é a sensação mais gratificante que existe. Para o corpo e para a alma. No horizonte o mar se mistura com o céu e você vira um grão de areia. Compreender que a vida é frágil e que é necessário força e vontade para realizar os sonhos foi o meu maior aprendizado.
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Rio-Santos e seus encatos

A Estrada que liga o litoral de SP com o Rio de Janeiro

A estrada que liga a capital carioca a baixada santista (SP) tem mais de 500 km de praia, e que praias!! são 10 cidades, entre elas as mais famosas são: Angra dos Reis, Paraty, Ubatuba e  São Sebastião.

Essa é aquele tipo de viagem que não cansa. Você dirige por horas vendo paisagens maravilhosas, que te levam a estados de uma tranquilidade mental impagável. Culturalmente é também muita rica. Visita a tribos indígenas, feira literária e mergulho estão entre as possibilidades do que se pode encontrar no caminho.

Cidades pelo caminho

Angra, também conhecida por ser a cidade com as únicas usinas nucleares em funcionamento do Brasil, possuí quase 100 ilhas paradisíacas e pouco povoadas. Entre as prais mais famosas estão a Praia do Frade.

Paraty é uma cidade com grande relevância para história do Brasil. Tal história pode ser revivida em passeios como o Caminho do Ouro, que foi uma estrada construída pelos escravos, entre os séculos XVII e XIX.A cidade também possuí alambiques de cachaça artesanal e o Parque Temático Mini Estrada Real.

casas coloridas em paraty
foto: garfosequartos.com/2012/08/11/o-charmoso-centro-historico-de-paraty/

A última cidade do Rio de Janeiro também é sede da Flip, Feira de Literatura Internacional de Paraty. A Flip acontece todos os anos, normalmente no mês de julho e conta com grandes personas de todo o mundo.

As águas claras de Paraty te convidam para mergulhar. É possível encontrar diferentes especies de peixes coloridos lá. Em destaque a Vila de Trindade, muito famosa entre jovens, principalmente a Praia do Sono.

mar em paraty
foto: Giba Paiva Magalhães em <www.paraty.com.br>

Ubatuba é a minha preferida. São mais de 72 praias, Cambury das Pedras, Itamambuca, Vermelha do Norte, Sununga e Lagoinha estão entre elas. A resistência caiçara em Ubatuba é muito forte. A cidade ainda tem tribos indígenas a aldeia Boa Vista no Prumirim é muito receptiva.  Em Picinguaba, uma vila dos pescadores também atraí turistas de todos os lugares. Na praia da Sununga, a gruta que chora. Enfim, Ubatuba é para todos os gostos. Tem surf, tem cachoeira, tem pesca, tem trilha e praia deserta.

Praia em Ubatuba, no litoral de SP.
Ubatuba
Praia em Ubatuba, no litoral de SP.
Ubatuba
Praia em Ubatuba, no litoral de SP.
Ubatuba

Em São Sebastião as badaladas praias de Juquehy, Cambury e Maresias são atrações. A beleza natural também é incrível. Já tive a sorte de ver golfinhos em Santiago. A cidade paulista também contém uma das mais famosas ilhas do Brasil, a Ilhabela.

Pôr do sol em Maresias, litoral de SP
Fim de tarde em Maresias-SP

Esse é um pouquinho da Rio-Santos, um trecho do país imperdível.

De carro até o céu

Por Maria Fernanda Romero

CANNYONS BRASILEIROS

Em 18 de Novembro de 2016, saí de São Paulo com mais três amigos em direção aos Canyons que dividem os estados de Santa Cataria e Rio Grande do Sul. O lugar é incrível, chegar ao Aparado da Serra é literalmente chegar ao céu.

A formação geológica denominada Canyons é resultado de um evento vulcânico que o estado do Rio Grande do Sul registrou. O evento ficou conhecido como Formação Serra Geral.

vegetação pela estrada a caminho dos cannyons no rio grande do sul
vegetação na estrada
flor amarela no rio grande do sul
vegetação na estrada
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vegetação na estrada

O PERCURSO

De São Paulo até lá são quase 1000km. Saímos em direção ao Paraná pela BR-116, depois a estrada vira BR-101 e continuamos em sentido a Lages-SC. De Lages pegamos outra estrada para São Joaquim-SC e finalmente, já na serra Catarinense, pegamos a estradinha de terra que nos levou ao Canyon Boa Vista, no município de São José dos Ausentes. Voltamos pelo Serra do Rio do Rastro, outro símbolo de cartão postal.

A viagem toda é maravilhosa, o que restou das Araucárias colorem a paisagem, assim como outras flores. A vista de cima é encantadora, porém o fenômeno Viração torna impossível enxergar qualquer coisa que esteja a mais de 1m de distância.Não vivi nenhum amanhecer tão profundo, energeticamente você sente o espaço, é uma experiência única e renovadora. Um dos lugares mais bonitos do Brasil.

NASCER DO SOL EM SAO JOSE DOS AUSENTES, RIO GRANDE DO SUL
Nascer do sol nos cannyons
NASCER DO SOL EM SAO JOSE DOS AUSENTES, RIO GRANDE DO SUL
Nascer do sol nos Cannyos
os cannyons brasileiros em sao jose dos ausentes
Cannyos
os cannyons brasileiros em Sao Jose dos Ausentes
Cannyons
Neblina nos cannyons em Sao Jose dos Ausentes
Cannyons com neblina
Vista dos cannyons em Sao Jose dos Ausentes
Cannyons
Cannyons em Sao Jose dos Ausentes
Cannyons
Cannyons em São José dos Ausentes
Cannyons
Cannyons em São José dos Ausentes
Cannyons
PS:USE PROTETOR SOLAR

Floripa que não te mostraram

Por Maria Fernanda Romero

O QUE FAZER EM FLORIPA- ROTEIRO ALTERNATIVO

Se você planeja ir ou já foi à Florianópolis com certeza você já ouviu falar da Lagoa da Conceição, da Joaquina, de Jurerê e quem sabe até do Campeche. Eu amo demais a Lagoa e seus barzinhos, assim como o canto direito da Joaquina, em Jurerê tem a P12 e a ilha do Campeche é realmente linda, mas Floripa é muito, muiito mais que isso!

Infinitas trilhas e paraísos secretos tornam a Ilha da magia, mágica. Eu vou contar de três que tive a imensa oportunidade de conhecer:

1)Trilha ecológica do Rio Vermelho

Essa trilha mais do que especial fica ao leste da ilha, dentro do Parque Estadual do Rio Vermelho. O parque é conservado pela FATMA (Fundação do Meio Ambiente) . A FATMA, em conjunto com a ONG R3 Animal e a Polícia Militar Ambiental, cuidam dos animais resgatados na região, sejam eles vítimas do tráfico ilegal, ou que por algum motivo saíram do seu habitat natural. Após tratamentos, os animais são devolvidos para a natureza. Alguns por alguma doença, ou pelo tempo que permaneceram em cativeiro não podem ser devolvidos a natureza, esse animais ficam sob custódia, na Trilha do Rio Vermelho. Visitar a trilha não é um mero passeio ecológico, é um convite à reflexão: O que o ser humano está fazendo com a natureza? Por que eles estão presos enquanto nós, soltos, destruímos tudo?

Além da trilha o Parque Estadual do Rio Vermelho contempla a Praia de Moçambique, vale a pena visitar ambos!!

TRILHA RIO VERMELHO FLORIANOPOLIS, TARTARUGAS ESCALAM
Tartarugas no Rio Vermelho
TRILHA RIO VERMELHO FLORIANOPOLIS, TARTARUGAS ESCALAM
Tartarugas no Rio Vermelho
TRILHA RIO VERMELHO FLORIANOPOLIS, PAPAGAIO
Papagaio no Rio Vermelho
LAGOA EM FLORIANOPOLIS
Trecho da Lagoa no Rio Vermelho

2) Secret Point

Também ao leste da ilha, no caminho da Joaquina, um gramado cercado escondem a entrada desse lugar paradisíaco. Depois do primeiro desafio, que é achar a entrada, a subida começa. A primeira parte da trilha é mais aberta, depois de cruzar um pequeno riacho ela fica bem estreita e fechada, recomendo usar calça ou as pernas ficarão com pequenas marcas dos arranhões causados pela mata. 25 minutos subindo e mais cinco minutinhos de descida e ufa! -um paraíso completamente deserto!! É beleza em 360º!

ondas e mar em um lugar maravilhoso em Florianopolis
Secret Point
ondas e mar em um lugar maravilhoso em Florianopolis
Secret Point
ondas e mar em um lugar maravilhoso em Florianopolis
Secret Point
ondas e mar em um lugar maravilhoso em Florianopolis
Secret Point

3)Trilha do Gravatá

Um pouco mais fácil que a trilha anterior, mas também ao leste da ilha, a Trilha do Gravatá, também conhecida pelo seu formato de dragão, leva a outro pedaço do paraíso ao leste da Ilha.  A entrada fica no caminho para a praia Mole e a caminhada dura cerca de 20 minutos. O desafio dessa trilha são as pedras escorregadias que ficam no caminho, mas que vale a pena enfrentar.

trilha em florianopolis no morro do gravatá
Gravatá
trilha em florianopolis no morro do gravatá
Gravatá

Ainda faltam inúmeras trilhas para conhecer: Lagoinha do Leste, Trilha dos Naufragados, mas essas já me provaram que o paraíso existe, sim!

Brasileira cria conceito de moda na cena trance européia

Por Maria Fernanda Romero

WORKSHOPS NA CENA TRANCE

Jornalista e estilista, Ana Carolina Lahr (30), descobriu um mundo de oportunidades e viagens explorando seu talento. A história da brasileira é uma inspiração para qualquer pessoa não deixar de acreditar em seus sonhos.

Como estudante de jornalismo sua trajetória foi cheia de obstáculos, pensou em desistir da faculdade no segundo ano, porém como fazia uma faculdade pública (UNESP/BAURU) ficou com medo de perder a vaga e não encontrar nada melhor, então sem abandonar a faculdade, Ana fez um curso livre de moda e estilo no SENAC/BAURU.

Jornalista que compartilha sua arte em festivais, Ana Carolina Lahr. Sorri enquanto ensina sobre moda sustentavel
Ana Carolina Lahr

SOBRE A VIDA DE ANA CAROLINA

A paulista conseguiu terminar a faculdade e começou um curso de especialização em “Criação de imagem, stilling e moda” em São Paulo. De manhã trabalhava em um jornal de Indaiatuba e a noite, duas vezes por semana, ia para a capital Paulista.

No curso, Ana aprendeu a representar uma marca, o conceito de moda e marketing, mas também se afastou do mundo da moda, pois percebeu que passarela não era seu estilo. Então, seu único contato com a moda passou a ser a editoria do tema no jornal onde trabalhava.

Jornalista que compartilha sua arte em festivais, Ana Carolina Lahr. é entrevistada durante o festival
Entrevista realizada durante o Boom festival

Depois de três anos a jornalista largou o jornal, cuja rotina não a fazia feliz. Ana Carolina foi com o marido para a Irlanda estudar inglês. “O meu objetivo era encontrar um romo para minha vida, tanto profissional, quanto espiritual.”

Na Europa, Ana Carolina, trabalhou em tudo que pôde, até de faxineira, e também viajou muito, mas perdeu seu foco principal que era se descobrir. Seu marido conseguiu uma forma de trabalhar e permanecer na Irlanda, enquanto seu visto de estudante já havia vencido e ela precisava achar outra forma de ganhar dinheiro.

MODA SUSTENTÁVEL

Foi quando surgiu a ideia de criar roupas. “Eu queria dar mais valor para a roupa, não queria começar algo se não fosse para ser exclusivo. Eu queria criar algo novo, então comecei a pesquisar e aprendi a trançar roupas.”  Ana Carolina criou a Magic Tale e com o apoio do marido e da família começou a vender suas criações. “Minha mãe que é a pessoa mais pé no chão que e conheço acreditou em mim e eu não era muito confiante, quando minha mãe me deu apoio, eu fui em frente.”

Workshop de moda sustentavel
Workshop Boom Festival

A estilista não só criou um novo estilo como um novo conceito de moda. “Moda é sobre você expressar sua essência, e na minha marca eu estimulo a criatividade, eu desconstruo um conceito para criar um novo e mostro que o erro não é um erro, é apenas uma nova forma de enxergar a realidade”

A primeira vez que a Magic Tale abriu foi em um festival na Irlanda, de música Folk. Lá Ana não vendeu nenhuma peça, mas ela não desistiu. Já com o visto regularizado foi passar as férias no Brasil e lá tentou vender a sua marca.

Workshop de moda sustentavel durante Boom Festival
Workshop durante Boom Festival

“Eu não conhecia o trance, mas pesquisando os festivais achei o Shivaneris.” No Shivaneris a aceitação foi muito boa, superou as expectativas da estilista, e desde então a marca só cresce. Esse ano, Ana Carolina foi convidada para dar um workshop sobre confecção de roupas com materiais reutilizados nos dois maiores festivais do mundo: Ozora e Boom. “Para mim , fazer roupa é um processo pessoal, um terapia. Meu maior desafio desde que a Magic Tale existe é balancear a questão comercial com a minha essência.”

workshop de moda sustentável no Boom Festival
Workshop Boom Festival

Em um mundo que só  visa o consumismo e a produção do novo, Ana se destaca por compartilhar sua experiência com leveza e ajuda as outras pessoas a se descobrirem também. “Ensinar meu talento foi um desafio, uma desconstrução difícil, mas dar a oportunidade das pessoas se descobrirem também, me trouxe uma recompensa espiritual muito grande.”

workshop de moda sustentável no Boom Festival
Workshop Boom Festival

Workshop Boom Festival

Ozora, um pedaço do paraíso no interior da Húngria

Por Maria Fernanda Romero

FESTIVAL DE CULTURA ALTERNATIVAS

Um festival de Culturas Alternativas acontece todo ano na cidade de Dádpuszta na Húngria. O Ozora foi meu primeiro festival fora do Brasil, e eu fiquei totalmente chocada com os pequenos detalhes.

festival de cultura alternativas na europa
Relaxando no festival

festival  de cultura alternativas na europa
Natureza no festival

festival  de cultura alternativas na europa
Natureza no festival

festival  de cultura alternativas na europa

van psicodelica verde festival  de cultura alternativas na europa
van psicodelica

LINE UP do festival  de cultura alternativas na europa
Line Up

chill out festival  de cultura alternativas na europa
Chill out

quadros coloridos no festival de cultura alternativas ozora na Hungria
arte no festival

EXPERIÊNCIA

Ao chegar, além da pulseira da festa, os viajantes ganham um saco de lixo e uma bituqueira. A preocupação com o meio ambiente é muito grande na Europa, e em um festival como esse não seria diferente. Não havia lixo no chão, diversas lixeiras estavam espalhadas pelo espaço, inclusive lixeiras de coleta seletiva- para separar metal, papel, plástico e lixo orgânico.

A decoração impecável estava sempre em harmonia com a geometria sagrada. A preocupação também ia além da estética: vários espaços com sombra foram montados para as pessoas se protegerem do sol. Lá faz um sol fortíssimo, a poeira e o clima seco pedem muita sombra e água fresca. O que lá, é de graça. Centenas de torneiras com água potável estão espalhadas pelo festival.

chill out psicodelico durante a noite do festival de culturas alternativas ozora
Chill out noturno

Main floor noturno no festival de culturas alternativas
Main floor

fogo durante a noite
Ritual na fogueira

Main floor durante a noite
Main floor

main floor festival  de cultura alternativas na europa
Main floor

decoração do festival de cultura alternativas ozora
Decoração

ARTE

Outra coisa que me chamou atenção foi o nível de qualidade dos workshops da festa. Em uma casa, artistas incríveis compartilhavam um pouco do seu conhecimento com o público. Workshop de cerâmica, tie dye, filtro dos sonhos, roupa reciclável, trabalho em couro- as opções eram infinitas.

workshop durante festival de cultura alternativas na europa
Workshops

workshop durante festival  de cultura alternativas na europa
Workshop

workshop durante festival  de cultura alternativas na europa
Workshop

workshop durante festival  de cultura alternativas na europa
Workshop

workshop durante festival  de cultura alternativas na europa
Fogo do conhecimento

cozinha comunitaria no festival de culturas alternativas
O problema da fome não é a falta de comida, e sim, a má distribuição dela

A arte estava por todos os lados, em uma espécie de exposição-piramide era possível entrar na psicodelia da arte e apreciar a vista de cima da pista principal do Ozora. Viver o Ozora para mim foi muito especial, foi viver um mundo paralelo, uma sociedade tão linda e tão viva.

quadro duas pessoas fumando uma flauta
Arte no Ozora

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Dica: Se for ao Ozora, vá ao labirinto.

labirinto festival de cultura alternativas
Labirinto

Budapeste

Por Maria Fernanda Romero

CONHECENDO BUDAPESTE

Budapeste, capital da Hungria, é uma cidade muito especial. A cidade traz em sua essência a resistência de um povo que tem tantas guerras em sua história, mas hoje é alegre e agrega tão bem diferentes povos.

 A Bácia dos Cárpatos foi construída pelo Império Avaro e dominada pelo Império Romano. Em 896 o príncipe Árpád conquistou a região e deu início a monarquia Húngara. A cultura húngaro sofre influência tanto do leste europeu quanto do ocidente. O idioma, que é muito diferente da língua dos países vizinhos, tem parentesco com o finlandês. A arquitetura gótica predomina nas construções e até hoje as ruas de Budapeste te levam à um passeio na Idade Média.

Durante as guerras medievais, o Estado húngaro sofreu diversos ataques que quase destruíram totalmente o país, entretanto o maior inimigo da nação surgiu no século XV, o Império Turco Otomano.

Por muito tempo foi possível combater o inimigo, entretanto em 1526 os turcos venceram os húngaros e em 1541 o país foi dividido e controlado pela família Habsburgo, tradicional família austríaca, e pelo  Império Turco Otomano.  Uma terceira parte permaneceu no reino da Hungria. Durante quase dois séculos a capital Húngara, Buda, permaneceu sob o controle Turco.

Depois de um período de calmaria e reunificação do reino, em 15 de março de 1848 Lajos Kossuth liderou uma revolução que buscava a independência total do Império Austríaco, mas uma vez que os rusos estavam do lado Habsburgo, A Hungria foi derrotada mais uma vez.Ferenc Deák foi o líder hungaro responsável pelo acordo de 1867, que marcou o surgimento do Império Austro-Húngaro.

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foto: blogmundohistoria.blogspot.com

Durante a Primeira Guerra Mundial o Império,derrotado,  perdeu território. Em 1919 líderes comunistas impuseram um regime, que não permaneceu por muito tempo. Na Segunda Guerra Mundial, liderada por um governo de direita, a Hungria se aliou a Alemanha.Mais uma vez derrotada, o país no centro-europeu, permaneceu sob o comando da URSS até a o fim do comunismo no leste europeu.

O QUE FAZER EM BUDAPESTE

A redondeza do Parque da Cidade é tranquila e arborizada. Perto do parque está situada a Praça dos Heróis, onde tem estátuas de figuras marcantes para a história da Hungria.

Praça em Budapeste, um ponto turistico em viagem pela europa
Praça dos heróis

a Avenida Andrássy, uma longa avenida movimentada com comércios e onde está situada a Casa do Terror e a Ópera Nacional, liga a Praça dos Heróis ao centro de Peste. A Casa do Terror relembra as mortes causadas tanto pelos nazistas, quanto pelos comunistas.

ponte de budapeste, ponto turistico em viagens pela na europa
Vista Budapeste

ponte de budapeste, ponto turistico em viagens pela na europa
Rio Danúbio

ponte de budapeste, ponto turistico em viagens pela na europa
Ponte Budapeste

Em cada escada de ferro, em casa parede desbotada, uma parte dessa história é contada. Budapeste é aquele lugar que você sente uma energia inexplicável, é a cidade que até fala com você.