O universo imenso que é Roma

Sempre escutei, até dos próprios italianos, que a Itália era uma zona de Roma para o sul. Bom, eu sou brasileira e não tenho medo de bagunça. Mas, de fato a percebi, quando desci no Aeroporto Fiumicino em Roma, fui comprar o bilhete do trem e a máquina não estava funcionando. Primeiro achei que o problema era eu. Perdida e sem saber o que perguntar, nem para quem, resolvi observar as pessoas.

Um italiano, do jeito que eu imaginava que eles eram, chegou para comprar o bilhete. Se revoltou com a máquina. Bateu nela e começou a falar muitos palavrões. Eu não consegui segurar o riso, era isso mesmo: Eu estava na Itália. Segui o italiano irritado e perguntei o que tinha acontecido. Ele respondeu: “Nada em Roma funciona!!!!”. Então indaguei como eu podia chegar ao centro. Ele respondeu que tinha um ônibus. Parece então, que ainda tem coisa que funciona.

praça venezza em Roma. Monumento de fundo e pessoas passando.
Piazza Venezia

O QUE FAZER EM ROMA

Peguei o ônibus até a estação central Termini. De lá é possível pegar trem, metrô e ônibus para qualquer lugar da cidade e também para outras cidades da Itália. Roma me encantou e me envolveu de uma forma diferente. Tudo o que dizem é verdade: A cidade é um museu a céu aberto. Construções clássicas, renascentistas e modernas. Muito mármore e janelas simétricas por todos os lados.

COLISEU

Uma das sete maravilhas do mundo, o Coliseu, é um bom ponto de partida para começar a conhecer a cidade. Símbolo do Império romano, é o maior anfiteatro do mundo. Um modelo absoluto de arquitetura, construído por ordem do imperador Flávio Vespasiano e concluído durante o governo de seu filho Tito.

coliseu, monumento romano, com a lua cheia no ceu
Coliseu

O anfiteatro demorou 8 anos para ser concluído. O material usado na obra foi: tijolos, blocos de tufa (uma espécie de pedra vulcânica), concreto e principalmente mármore travertino. Com capacidade para 50 mil pessoas, os assentos eram distribuídos conforme as classes sociais. O pódio, a parte mais perto da arena, para as classes mais altas, a maeniana era destinada para classe média e o portici para a plebe e para as mulheres.

A função do anfiteatro era entreter o povo, que ia à loucura com sangrentas mortes de animais, prisioneiros de guerra e combates entre gladiadores. Mais de 10 mil gladiadores morreram lá em três séculos de combates, duelando entre si ou enfrentando animais ferozes.

coliseu por dentro em um por do sol que deixou o ceu rosa
Coliseu

Hoje, o Coliseu nos mostra toda grandiosidade do que foi o Império Romano, mas também traz à tona a reflexão: por que a morte era um espetáculo? Será que ela deixou de ser? Como o ser humano pode ainda ser tão sádico e ver entretenimento no sofrimento do outro?

Foruns paltinos e romano em Roma com as ruínas do império romano
Fóruns Palatino e Romano

O mesmo ingresso do Coliseu, dá direito à visita ao Fórum Romano e ao Palatino. Roma é formada por sete colinas e foi no Monte Palatino, que a cidade começou. Ali /imperadores construíram suas casas e formaram os fóruns. Durante séculos, foi nos fóruns de Roma que toda a vida pública do Império aconteceu: eleições, julgamentos e outros assuntos comerciais eram discutidos ali. Hoje, as ruínas de construções importantes como o Arco de Tito, Basílica Giulia e Templo de Saturno contam um pouco dessa história. Há poucos metros do Fórum fica a Piazza Venezia. Uma das praças mais famosas da cidade, onde está o Vittoriano, um monumento dedicado ao rei Vittorio Emanuele II.

Foruns paltinos e romano em Roma com as ruínas do império romano e a vista da cidade em segundo plano
Fórum Palatino e Romano

Roma tem muitas outras praças incríveis. A Piazza Navona é uma delas e fica na mesma região de outro monumento imperdível, o Pantheon. Construído durante o reinado do imperador Augusto (27 a.C – 14 d.C) e dedicado a todos os deuses romanos, é, ainda hoje, a maior cúpula de concreto não reforçado do mundo.

A Piazza di Spagna é onde fica a Fontana della Barcaccia, escultura barroca de Pietro Bernini e seu filho, Gian Lorenzo Bernini. Ao lado direito, uma escadaria que leva à antiga casa do poeta inglês John Keats. Subindo a escadaria temos uma vista linda da cidade. Próxima a Piazza di Spagna fica a Fontana di Trevi. Uma outra praça mais vazia e com uma incrível vista e pôr-do-sol é a Piazza del Popolo, ao lado da Galleria Borghese, onde há obras de Antonello da Messina, Giovanni Bellini, Raffaello, Caravaggio, entre outros.

pantheon de roma
Pantheon

Para conhecer a cidade do Vaticano, é necessário um dia inteiro. As filas para visitas são enormes, o melhor é se organizar e já reservar ingressos pela internet. A Basílica de São Pedro, na Praça São Pedro, tem entrada gratuita, mas são vendidas entradas sem filas e também visitas guiadas. É lá que fica a Pietà, de Michelangelo. Também é possível subir na cúpula da Basílica por 6 euros de escada ou por 8 euros de elevador.

por do sol laranja da praça do povo em roma
Piazza del Popolo

A visita aos Museus do Vaticano e Capela Sistina custa 16 euros, mas são vendidos pacotes de até 50 euros com guia e sem fila. É tudo muito lotado e grande, então a visita requer tempo, mas vale muito a pena, uma vez que importantes coleções para história da humanidade estão ali. Raffaello Sanzio pintou algumas salas internas do Vaticano, enquanto Michelangelo pintou o teto da Capela Sistina.

Basilica São Pedro em Roma
Basílica de São Pedro

Experiência gastronômica: Além de todos os passeios incríveis, da paisagem linda e de toda história aprendida e vivenciada, Roma me proporcionou as melhores refeições da minha vida.

O QUE COMER EM ROMA

As pizzas e a massa fazem jus à fama que têm. Os italianos costumam comer uma entrada, a massa como primeiro prato, depois um segundo prato de carne ou peixe e por último, claro, a sobremesa. Eu ficava satisfeita só com a massa. Tanto faz o molho – pesto, carbonara ou quatro queijos -, tudo é muito grande e saboroso. Outro prato que me conquistou foi a berinjela a parmegiana. As sobremesas que mais gostei foram Panna cotta, um tipo de pudim, Amarene, uma fruta cítrica e o Tiramisù, doce com o amargo do café. Para quem quer experimentar a tal culinária italiana, recomendo os restaurantes Giglio, Matriciana e Trattoria.

Roma supera toda e qualquer expectativa. Um lugar para quem ama arte, história, comida e aprecia o jeito enérgico dos italianos.

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A efervescência da capital espanhola

O QUE FAZER EM MADRID

À primeira vista, Madrid se parecia com qualquer capital do mundo, inclusive com a que eu nasci. Carros, prédios, barulho e trânsito. Entrei em Madrid pela aveni da América. Estava de carona com um blablacar. O aplicativo é muito útil e econômico. Fui de carro até o centro observando a cidade pela janela e sentindo também seu ar seco e quente. Quase não chove ao longo do ano na capital espanhola. O clima segue extremos: muito quente ou muito frio.

Madrid em dia ensolarado. Predios com bandeiras da Esapanha e muito verde
Madrid

Comecei a conhecer a cidade pela Gran Vía, uma das principais avenidas da capital. Bancos, teatros, bares e a charmosa arquitetura do século XX acompanham o passeio. Também vale a pena caminhar pelo centro histórico da cidade, onde ficam situadas a Plaza Mayor, o Mercado de San Miguel, a Catedral de la Almudena , dentre outros pontos turísticos importantes para história espanhola.

Durante a dinastia dos Áustrias, a Plaza Mayor era palco de festas populares, corridas de touros e também manifestações religiosas. O coração da cidade velha ainda mantém traços da história espanhola. Também é um ótimo lugar para comer. Ali perto fica um dos restaurantes mais velhos do mundo, Sobrino de Botín, fundado por Jean Botin em 1725. O restaurante ainda funciona na Calle Cuchilleros e mantém os mesmos pratos principais desde da sua inauguração: Sopa de alho com ovo, porco e cordeiro assados no forno à lenha estão entre as especialidades do restaurante.

Madrid em um dia ensolarado. A famosa Puerta de Alcalá
Puerta de Alcalá

O Palacio Real, ainda no centro histórico, fica aberto para visitação todos os dias, de abril a setembro das 10h às 20h e de outubro à março das 10h às 18h. O valor do ingresso é 11 euros. De segunda à quinta, depois das 16h é possível visitar o palácio gratuitamente.

Também no centro de Madrid está a Puerta del Sol. Na praça fica, desde 1950, o marco zero de todas as estradas espanholas. Ali era literalmente uma porta de entrada para Madrid no século XV, quando a cidade era rodeada por uma muralha. A porta recebe os primeiros raios de sol do dia e, por isso, também leva o nome Sol. Na praça também está a famosa escultura “Oso y el Madroño”: O urso que apoia suas garras num arbusto de madronho foi esculpido em 1967 por Antônio Navarro Santafé.

O simbolo da capital da Espanha Madrid e ao fundo um ceu azul
Puerta del Sol

Outro lugar lindo em Madrid é a Plaza de Cibeles. Na bifurcação entre o Passeo de Recoletos e da calle de Alcalá (onde fica a Puerta de Alcalá) fica a Fuente de Cibeles. O contorno da praça é inundado pela arquitetura neoclássica,  em destaque  o Palacio de Cibeles ou Palacio de Comunicaciones, atual prefeitura de Madrid. A fonte, que representa a deusa romana Cibele, símbolo da terra, agricultura e fertilidade, também marca o início do Passeo del Arte.

ARTE EM MADRID

O Passeo del Arte é o nome que foi dado à região entre os trechos do Passeo del Prado e Passeo de Recoletos onde encontram-se diversos museus. Os mais famosos são o Museo del Prado, o Museo Nacional de Centro de Arte Reina Sofía e o Museo Thyssen-Bernemisza, mas além deles, existem outros diversos museus na região, como a Casa de América, o CaixaForum Madrid e o Real Observatorio.

No Museo del Prado encontram-se obras de Caravaggio, Lorenzo Lotto, Maella, Diego Velázquez e Goya. O Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, tem três itinerários com reflexões muito interessantes: “A erupção do século XX: utopias e conflito (1900-1945)”, “A guerra terminou? Arte para um mundo dividido (1945-1958)” e “Da revolta para a pós modernidade (1962-1982)”. Na primeira parte está o quadro mais famoso do museu, “Guernica”, de Picasso. Já o Museo Thyssen-Bornemisza expõe tanto obras clássicas italianas do século XV de artistas como Ghirlandaio e Caravaggio, como obras dos vanguardistas, Monet, Van Gogh, Picasso e Dalí.

FAMOSO PARQUE EM MADRID, ARVORES VERDES E ALGUMAS FICANDO LARANJA.
Parque del Retiro

Seguindo pelo Passeo del Arte até o Jardim Botânico está uma das entradas do Parque del Retiro, um dos maiores parques de Madrid que é encantador. É um passeio super madrileño, com muito verde (mais de 15 mil árvores), um lindo lago e o Palácio de Cristal.  No parque também tem o monumento “O Ángel Caído” (ou “O Anjo Caído”) , esculpido em 1877 por Ricardo Bellver. Dizem que Madrid é a única cidade do mundo com um monumento ao Diabo.

PALACIO DE CRISTAL EM MADRID AO FUNDO DE UM DIA LINDO DE SOL
Palacio del Cristal

O pôr-do-sol mais incrível que vi em Madrid foi no gramado do Templo de Debod. O monumento foi doado pelo Egito, em agradecimento à ajuda espanhola para resgatar o complexo de Abu Simbel, em 1968. Outros parques da cidade, que agradam madrileños e turistas, são o Madrid Río e o Casa de Campo. É interessante lembrar que, como na Europa as estações do ano são realmente marcadas, o horário do pôr-do-sol varia. No verão o dia pode chegar a durar até às 21h30, enquanto que no inverno escurece no máximo às 18h

O que comer em Madrid

A comida de Madrid é muito caseira. O prato mais famoso é o cocido madrileño, que é feito com sopa, grão de bico e carne. Nos bares são mais comum as “tapas”: petiscos, como batatas bravas e nachos. O jámon, presunto espanhol, também conquista muitos turistas.

sol alaranjado em Madrid , com fonte em primeiro plano
Templo de Debod

Outros bairros incríveis, menos turísticos e com uma vida noturna muito ativa são La Malasaña, La Laitna e o Lavapiés. Sendo La Masaña mais boêmio e elitizado. Os outros dois são bem alternativos, com bastante contracultura e imigrantes de todo o mundo.

Madrid é uma capital muito rica e cheia de vida. Os madrileños lembram muito os latinos na forma de se relacionar uns com os outros. Uma cidade menos turísticas que outras regiões da Espanha, como Barcelona, porém onde você vive intensamente a cultura local espanhola.

templo de Debod erm Madrid em primeiro plano, com reflexo na agua e no fundo por do sol
Templo de Debod

Catalunha, um novo país europeu?

Por Maria Fernanda Romero

Em todo prédio de Barcelona há pelo menos uma bandeira da Catalunya exposta em alguma janela de ferro. Os catalães nunca se identificaram como espanhóis, mas agora o clima de separação é sentido em cada esquina.

A cultura catalã deixa traços desde da era medieval. A língua é rica e símbolo de resistência contra ditadura franquista, que proibiu o catalão na época. “Eu ía a aulas clandestinas para aprender algo do meu idioma. Tudo e todos aqueles que poderiam parecer uma ameaça eram perseguidos, naturalmente, já que era uma ditadura” M., 52. O catalão não é mais proibido, porém o povo ainda sente que a língua é apagada pelo castelhano.

Bandeiras da Catalunya em prédios de BarcelonaBandeiras da Catalunya em prédios de Barcelona

A província autônoma também tem um hino próprio, que foi escrito em durante a guerra dos Segadors. A música diz, que os soldados ficavam nos povoados e desprezavam a comida, vinho, matavam gente e estupravam mulheres. O povo reclamava e não acontecia nada. Até que um dia mataram um trabalhador de campo (segador) que estava em Barcelona tentando resolver a situação. A partir de então começou a revolta, várias pessoas importantes na época, inclusive o vice-rei da região, foram mortas. Pau Claris declarou a república Catalã em 1641 e a revolta durou até 1659.

Uma das consequências da guerra é o tratado dos Pirineus.  Em 1714, os catalães entraram em novo conflito contra o rei autoritário e centralizador de poder, que queria tirar (e tirou) a autonomia da região na  Guerra de Sucessão. Com a derrota da Catalunha a região passa formar parte do Estado espanhol.

Diferentemente de outras regiões separatistas da Espanha, os catalães sempre buscaram o diálogo. Em algumas consultas feitas pela Generalitat, como é chamado o governo Catalão, a mais importante em 9 de novembro de 2014, a população demonstrou a vontade de votar em um plebiscito se a Catalunha deveria ou não se separar da Espanha. Os casos de corrupção do Partido Popular (PP), cujo o líder é o presidente do governo Espanhol Mariano Rajoy, foi o estopim para que a Generalitat anunciasse o tal referendum em 2017.

ato a favor do referendum em Barcelona

A Espanha não aceitou o plebiscito em nenhum momento. A guerra política começou. O parlamento catalão aprova a “lei da ruptura”, ou seja, leis do novo país caso o “sim” ganhasse. O Tribunal Constitucional espanhol não a aceita. O governo continua fechado para o diálogo. O presidente da Generalitat, Puigdemont e a alcaldesa de Barcelona Ada Colau enviam uma carta para o rei Felipe VI e para Rajoy pedindo uma resolução para o caso espanhol . A resposta é: só haverá negociação se não houver plebiscito.

ato a favor do referendum em Barcelonaato a favor do referendum em Barcelona

Enquanto isso as ruas borbulham. Manifestações todos os dias. O povo quer ser ouvido. A repressão aumenta e 14 funcionários do governo catalão são presos em buscas de materiais que seriam usados no dia 1 de outubro. Outros são multados no valor de 12 mil euros. Mais pessoas às ruas. O governo ameaça e a ordem final é que a polícia impeça a votação a qualquer custo.

ato em favor do referendum em Barcelona

O dia primeiro de outubro de 2017 amanheceu cinza. Frio e chuva acompanharam esse dia de tensão e história na Catalunha. Fui a um colégio eleitoral em Gràcia acompanhar a votação. A fila era imensa e a primeira notícia que chegou foi a de que a Polícia Nacional estava invadindo escolas por toda parte com muita violência. Alguns vídeos começaram a circular nas redes sociais. Massacre e covardia: Não existe outra definição para atuação da polícia espanhola, mas isso só motivou as pessoas a saírem de suas casas.

Me aproximo de um senhor de aproximadamente 70 anos. Pergunto se ele pode me dar uma entrevista. Ele me olha desconfiado, “Sobre o que? Não há nada para se dizer”. Eu respondo “sobre a votação” e digo que sou uma jornalista independente: Escolhi a palavra certa. “Periodista independiente?” Ele muda o tom. Diz que também quer ser independente. Era justamente disso que se tratava a situação. Perguntei se ele tinha medo da polícia. “A princípio não. Olha ali a polícia”, diz apontando os Mossos d’ Esquadra, polícia interna da Catalunha, que também tinha sido ordenada a fechar escolas, mas cuja maioria não cumpriu a ordem. “Somos pessoas normais. Só queremos votar, não devemos ter medo da polícia”. A última pergunta que faço é o que vai acontecer se a Catalunha se tornar livre. “Nunca seremos livre, estamos na Europa”, finaliza o senhor.

“Medo? Não, não não. Não há medo! Não há medo para nada.” C. me responde determinada. “Já estamos vencendo. Vencer é isso, é votar. Ou pelo menos tentar. Força Catalunya!” completa antes de se despedir.

dia da votação em Barcelona

Sigo para Praça Catalunya, onde um pequeno grupo protesta a favor da união com Espanha. P. afirma que, em primeiro lugar, não há um plebiscito: “O que está acontecendo é inconstitucional e não tem nenhum apoio das instituições públicas”. Reforça que é, inclusive, uma afronta contra o estado autônoma da Catalunha.

ato contra a independencia da Catalunya em Barcelona

“Não me sinto motivado a votar, porque votar é apoiar isso. Somente votam os partidários do governo, isso não tem nenhuma validez política. Se eu estivesse participando estaria reconhecendo uma validez que não tenho”. P. acredita que a Espanha é um país plural e que as diferenças entre as regiões reforçam isso. “Todos falamos duas línguas aqui e também há outras línguas na Espanha como o galego e o basco. Isso nunca foi um problema antes. Faz parte do que é a Espanha”.

A oposição acredita que o discurso de Puigdemont, presidente da Generalitat, é vitimista e que o estado autônomo permite o controle da polícia ( Mossos d´Esquadra), da educação e também dos serviços sanitários. “A Catalunha tem muita liberdade e autonomia. Os deputados catalães também estão no congresso e podem defender suas leis. A Espanha respeita a Catalunha”. P. ainda completa que é um absurdo a Generalitat dividir o povo entre bons e maus. “A violência está acontecendo porque a Generalitat está provocando isso para ganhar legitimidade. Eles querem que aconteça a violência e sabiam que ia acontecer se organizassem um referendum ilegal, mas espero que a gente consiga achar uma solução pacífica”.

Enquanto os “espanholistas” protestam, os telões armados na Praça Catalunya mostram imagens dos colégios fechados pela polícia. Literalmente um filme de horror em praça pública. Volto para o colégio na Gràcia e, diferentemente do que imaginava, o clima é de completa paz. O número de pessoas que saíram para votar tinha triplicado. A escola tocava músicas típicas da região e as pessoas na rua dançavam e gritavam hinos de resistência.  Alguns voluntários anunciavam as notícias pelos altos falantes. Um contingente cada vez maior se formava em volta da escola para impedir a chegada da polícia e, principalmente, para proteger as urnas.

Policiais espanhois em uma praça em Barcelonapolicia em Barcelona

Naira L,19, é catalã, mas vive em Madri e estuda Filosofia e Política. Ela viajou da capital do país até Barcelona (630 km) para votar nulo, afinal ela faz questão de votar. “É pela democracia”. Ela diz que os espanhóis não entendem porque os catalães querem a separação. “Eles dizem que é ou porque somos egoístas, ou por outros motivos que não são importantes, e não percebem que o governo do PP não enxerga a Catalunha”. Ela me conta que, na verdade, apenas metade dos catalães querem a separação, mas quanto mais o governo reprime e ataca, mais motivadas as pessoas ficam a a apoiarem. “Temos o direito de votar, votar é democrático”. Ela finaliza dizendo que não tem vontade de encontrar a polícia, “mas eu sei que a nossa polícia protegerá a gente caso a nacional venha aqui. Mas olhe em volta: Tem muita gente, não passará nada”.

O clima de comemoração e ansiedade só aumentou às 20h, quando o plebiscito acabou. “É que agora vão contar os votos”, um catalão me explicou, “as urnas não podem sair daqui, por motivos óbvios, então temos que protegê-las até eles terminarem de contar,”  Um dos voluntários pediu no alto falante para que as pessoas colocassem seus celulares em modo avião. O sinal de internet estava fraco e havia a especulação de que o governo tinha cortado as redes móveis. Enquanto os votos eram contados a mão, pouco a pouco as pessoas saíam em direção à Praça Catalunya, onde o resultado seria anunciado.

O caminho de volta para praça era escuro e tenso. As ruas vazias, a polícia ostentava suas armas e os estabelecimentos estavam todos fechados, mas, chegando na praça, parecia final de Copa do Mundo: Telão, música, bandeiras. A sensação era de vitória, afinal, eles votaram. E eles gritavam “Hem votat, hem votat” (nós votamos, em catalão).

Já era madrugada quando os números foram divulgados. A primeira notícia foi vergonhosa: 844 feridos em confrontos e repressão. Mais feridos que em qualquer ataque terrorista, dos quais eles têm tanto medo. Em seguida a notícia que todos esperavam: 2.020.144 a favor da separação: 90% dos que votaram. Os catalães comemoram a notícia que traz, também, inúmeras dúvidas sobre o futuro incerto da Espanha.

comemoração pós votação em Barcelona. MIlhares de pessoas na praça com bandeiras da Catalunyaprédio com os dizeres de hola democracia em Barcelona

La Mercè: vivendo Barcelona

Por Maria Fernanda Romero

A FESTA DA PADROEIRA DE BARCELONA

A festa da padroeira de Barcelona, La Mercè, é o maior festival gratuito da cidade. Ocorre no fim de setembro, promovendo uma imersão na cultura popular da Catalunya, integração entre a população e ocupação dos espaços públicos. Todo ano uma cidade é homenageada, esse ano foi a capital islandesa Reykjavik.

“Ocupar o espaço público da cidade cria a identidade de cidadão nos moradores”, explica Gabriela Chiaramelli, 25, arquiteta e mestre em sustentabilidade pela Universidade Politécnica da Catalunya, “isso reflete na forma como o indivíduo cuida da cidade,  pois, uma vez que a população se sente parte dela, um sentimento de dever civil é alimentado em cada um”.

Projeção audiovisual de uma capsula dentro de um parque de Barcelona
Projeção audiovisual no Parc de la Ciutadella

A extensa programação de La Mercè conta com uma maratona de shows divida entre artistas locais de diferentes estilos e o BAM (Barcelona Acció Musical), que foca na música internacional, e, principalmente, da cidade convidada. Projeções audiovisuais, circos e outras demonstrações típicas acontecem em diversos pontos turísticos da cidade, como no Castelo de Montjuic, no Arc del Triomf  e no Parc da Ciutadella.

“Descentralizar as atrações e promover a festa aberta para o público é mais uma vantagem para Barcelona, cidade cujo maior atrativo turístico é a própria cidade”, analisa Denis Santaella , 25, arquiteto e mestre em paisagismo pela Universidade Politécnica da Catalunya. “A prefeitura promove um evento dessa magnitude e tem capacidade de equipar temporariamente todos os espaços, para suprir as necessidades da festa. Além disso tem um sistema de limpeza de rua, que, em uma hora, já está tudo limpo”.

projecao de um antifiatro em fomato de queijo em um parque em Barcelona
Projeção audiovisual no Parc de la Ciutadella

bonecos de luz dancando no escuro em Barcelona
Arc del Triomf

Momento histórico

As representações típicas desse ano tiveram uma conotação especial, uma vez que a Catalunya está vivendo um momento histórico de sugestão de um referendum unilateral de separação da Espanha. Dentre essas representações as que mais se destacam são:

Trupe dos Gigantes: Os gigantes festivos apareciam em contextos religiosos durante o século XV, mas no decorrer dos séculos ganharam um caráter totalmente lúdico e festivo. São símbolos da identidade local e desde 1902 a prefeitura organiza concursos de gigantes. Também foram usados como forma de protestos durante a guerra civil. Seus desfiles seguem uma linha carnavalesca, lembrando os bonecos de Olinda no Brasil.

Correfoc: o Correfoc é um desfile inspirado no “Baile dos Diabos”, uma apresentação feita durante o casamento do Conde de Barcelona com a princesa de Aragão no século XII. O “Baile dos Diabos”, assim como alguns teatros de rua medieval, tinha como temática a alegoria da luta do Bem contra o Mal em que, nem sempre, o diabo representa o mal. Atualmente o Correfoc é uma apresentação em que grupos fantasiados de diabos e dragões saem à noite no meio da multidão com fogos de artifício.

apresentacao de falcons na praca jaume em Barcelona
Falcons de Barcelona na Praça Jaume I

apresentacao em praca em Barcelona
Falcons de Barcelona na Praça Jaume I

Castells, falcons e mojiganga:  São construções humanas cada vez maiores e mais complicadas. A prática é uma evolução dos bailes valencianos. Em Barcelona é muito comum e tem até competição entre os grupos. Os casteleiros foram considerados Patrimônio da Humanidade, pela UNESCO em 2010.

Manoel,39, faz parte dos falcons de Barcelona que se apresentaram na Praça Jaume I durante a La Mercè. Há 8 anos ele treina 5 horas por semana e não consegue disfarçar a emoção de estar se apresentando na maior festa de Barcelona. “Estou muito contente de estar aqui, La Mercè é a nossa oportunidade de mostrar nosso trabalho do ano todo”.

Projeções, apresentações impecáveis, músicas e um entorno que te transportam para Idade Medieval.  Aline Pinheiro, 25, designer, brasileira de passagem por Barcelona acha que o único defeito da festa é a área gastronômica. “Tem food trucks em todos os pontos, mas a comida não é tão boa e é mais cara que o normal”.

casal em apresentação de circo em castelo de Montjuic
Circo no Castelo de Montjuic

vista da roda gigante em barceloneta, com barcos, montanhas e mar
Roda Gigante em Barceloneta

Catedral de Barcelona durante a festa da padroeira La Merce
Catedral de Barcelona

Um dos momentos mais lindos do festival foi o encerramento. Um minuto de silêncio em respeito ao atentado terrorista em Barcelona. E então começou o emocionante espetáculo: um show pirotécnico na frente da mágica fonte de Montjuic, praça Espanha, em que água, música, luz e sombra, dançaram na mesma sintonia.

fogos na praça Espanha em Barcelona durante encerramento
Encerramento na Praça Espanha

Aljezur: Um pedacinho azul em Portugal

Por Maria Fernanda Romero

Chegando em Porutgal

Eu já perdi a conta de quantas vezes andei de avião. Mais de trinta, com certeza. Porém, ainda tenho medo de voar. Sempre fico inquieta, monitorando a rota do avião pela função “mapa”. Deve ter vários malucos assim, não é à toa que essa função esteja disponível no dispositivo de entretenimento de viagens.

Pelo mapa soube que estava perto de Lisboa, meu destino final, mas, pela janela do avião, eu via um vasto litoral. Amplo. Era o Oceano Atlântico marcado pelas falésias que determinam o começo de Portugal.

praia em aljezur, casa de surf, bandeira de Portugal
Praia de Monte Clérigo

Desci no aeroporto de Lisboa com meu mochilão de 50 litros pesando 15kg, uma mala de rodinha com mais 15kg e minha prancha. 10kg deveria ser o suficiente para todos os pertences dessa vida, mas ainda não cheguei nesse patamar de desapego. A questão é que não foi fácil andar até o metrô.

Fui até a estação Jardim Zoológico – onde pegaria o ônibus para Aljezur, no Algarve – arrastando a prancha e sendo ajudada por muitas boas almas. A Rede Expresso é a linha de ônibus que faz o trajeto. Saem 4 autocarros por dia e o bilhete custa 18 euros, mas jovens de até 25 anos têm desconto.

barco em Lisboa, ponte 25 de abril, oceano atlântico
Lisboa

Aljezur

Aljezur fica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), no Algarve. Fica perto da capital, Faro – onde também há um aeroporto internacional – e das cidade Albufeira e Lagos.

Minha história com essa cidade começou quando buscava algum lugar para ficar em Portugal durante o mês de agosto. Achei, pelo site worldpackers, uma oportunidade de trabalho em troca de acomodação e comida. Esse site assim como outros de trabalho voluntário (como workaway e helpix) é uma ótima opção para quem busca viajar gastando pouco dinheiro e experienciar realmente a vida local. Procure sempre escolher lugares bem avaliados, eu não tive tanta sorte no local que fiquei, mas o fato de a cidade ser maravilhosa compensou.

mar e oceano em portugal
Aljezur

mar e montanas em Portugal
Aljezur

Trabalhando em Aljezur e morando em Monte Clérigo, vivi dias incríveis do verão português. De dia, muito calor: uma média de 30ºC. Já, ao anoitecer, muito frio: A temperatura pode cair pela metade na madrugada, chegando aos 15ºC.

As praias são maravilhosas. A água gelada lembra o mar do sul do Brasil. O oceano aberto, as falésias e as grutas naturais te mostram, que você está no Algarve, um dos lugares mais lindos do mundo. É também um ótimo destino para quem surfa: Ondas perfeitas praticamente todos os dias. Além disso existem várias escolas e surfcamps na região.

praia, mar e montanhas em Portugal
Aljezur

praia, mar e montanhas no sul de Portugal
Aljezur

A locomoção sem carro é um pouco complicada, já que as praias são um pouco distantes umas das outras, entretanto é possível pedir carona – ou boleia como se diz em português de Portugal. Pegar boleia é seguro e fácil. Eu fiquei o mês todo dependendo desse método de locomoção, o que também fez com que eu conhecesse várias pessoas legais do mundo inteiro.

O que comer em Aljezur

Por ser uma cidade litorânea, encontra-se muito peixe na gastronomia local: Camarões, lula e bacalhau são pratos comuns, mas também é possível achar de tudo: pizza, hambúrguer e até comida latino-americana.

Praia e falésias em Arrifana
Arrifana

Escada no meio das motanhas que leva até um rio na praia em Aljezur
Aljezur

Conheci muitas pessoas, principalmente jovens que, como eu, buscam viajar, conhecer pessoas e lugares e, acima de tudo, se encontrar antes de ir atrás de uma carreira. Me arrisco a dizer que o jovem brasileiro quer se encontrar profissionalmente antes de se encontrar pessoalmente. Nosso método educacional, cada vez pior e mais restrito, nos obriga escolher e nos dedicar muito cedo a opções de carreiras que não aprofundam realmente as nossas habilidades. Já, na Europa, a maior parte das faculdades é multidisciplinar. Ao longo do curso você vai restringindo seu campo de estudo. Assim como existem diferentes tipos de Ensino Médio, para diferentes tipos de pessoas. Também é muito comum o programa de intercâmbio “Erasmus” durante a graduação.

Estrada e no fundo montanhas e ceu
Aljezur

Viver fora da sua cultura pode ser um choque a cada dia, mas é também um constante aprendizado. Eu tive muita sorte: Aljezur é maravilhosa, as praias são tranquilas e a brisa do vento é constante. É um lugar que deve ser visitado por todos que gostam da tranquilidade e do mar.

Ozora, um pedaço do paraíso no interior da Húngria

Por Maria Fernanda Romero

FESTIVAL DE CULTURA ALTERNATIVAS

Um festival de Culturas Alternativas acontece todo ano na cidade de Dádpuszta na Húngria. O Ozora foi meu primeiro festival fora do Brasil, e eu fiquei totalmente chocada com os pequenos detalhes.

festival de cultura alternativas na europa
Relaxando no festival

festival  de cultura alternativas na europa
Natureza no festival

festival  de cultura alternativas na europa
Natureza no festival

festival  de cultura alternativas na europa

van psicodelica verde festival  de cultura alternativas na europa
van psicodelica

LINE UP do festival  de cultura alternativas na europa
Line Up

chill out festival  de cultura alternativas na europa
Chill out

quadros coloridos no festival de cultura alternativas ozora na Hungria
arte no festival

EXPERIÊNCIA

Ao chegar, além da pulseira da festa, os viajantes ganham um saco de lixo e uma bituqueira. A preocupação com o meio ambiente é muito grande na Europa, e em um festival como esse não seria diferente. Não havia lixo no chão, diversas lixeiras estavam espalhadas pelo espaço, inclusive lixeiras de coleta seletiva- para separar metal, papel, plástico e lixo orgânico.

A decoração impecável estava sempre em harmonia com a geometria sagrada. A preocupação também ia além da estética: vários espaços com sombra foram montados para as pessoas se protegerem do sol. Lá faz um sol fortíssimo, a poeira e o clima seco pedem muita sombra e água fresca. O que lá, é de graça. Centenas de torneiras com água potável estão espalhadas pelo festival.

chill out psicodelico durante a noite do festival de culturas alternativas ozora
Chill out noturno

Main floor noturno no festival de culturas alternativas
Main floor

fogo durante a noite
Ritual na fogueira

Main floor durante a noite
Main floor

main floor festival  de cultura alternativas na europa
Main floor

decoração do festival de cultura alternativas ozora
Decoração

ARTE

Outra coisa que me chamou atenção foi o nível de qualidade dos workshops da festa. Em uma casa, artistas incríveis compartilhavam um pouco do seu conhecimento com o público. Workshop de cerâmica, tie dye, filtro dos sonhos, roupa reciclável, trabalho em couro- as opções eram infinitas.

workshop durante festival de cultura alternativas na europa
Workshops

workshop durante festival  de cultura alternativas na europa
Workshop

workshop durante festival  de cultura alternativas na europa
Workshop

workshop durante festival  de cultura alternativas na europa
Workshop

workshop durante festival  de cultura alternativas na europa
Fogo do conhecimento

cozinha comunitaria no festival de culturas alternativas
O problema da fome não é a falta de comida, e sim, a má distribuição dela

A arte estava por todos os lados, em uma espécie de exposição-piramide era possível entrar na psicodelia da arte e apreciar a vista de cima da pista principal do Ozora. Viver o Ozora para mim foi muito especial, foi viver um mundo paralelo, uma sociedade tão linda e tão viva.

quadro duas pessoas fumando uma flauta
Arte no Ozora

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Dica: Se for ao Ozora, vá ao labirinto.

labirinto festival de cultura alternativas
Labirinto

Budapeste

Por Maria Fernanda Romero

CONHECENDO BUDAPESTE

Budapeste, capital da Hungria, é uma cidade muito especial. A cidade traz em sua essência a resistência de um povo que tem tantas guerras em sua história, mas hoje é alegre e agrega tão bem diferentes povos.

 A Bácia dos Cárpatos foi construída pelo Império Avaro e dominada pelo Império Romano. Em 896 o príncipe Árpád conquistou a região e deu início a monarquia Húngara. A cultura húngaro sofre influência tanto do leste europeu quanto do ocidente. O idioma, que é muito diferente da língua dos países vizinhos, tem parentesco com o finlandês. A arquitetura gótica predomina nas construções e até hoje as ruas de Budapeste te levam à um passeio na Idade Média.

Durante as guerras medievais, o Estado húngaro sofreu diversos ataques que quase destruíram totalmente o país, entretanto o maior inimigo da nação surgiu no século XV, o Império Turco Otomano.

Por muito tempo foi possível combater o inimigo, entretanto em 1526 os turcos venceram os húngaros e em 1541 o país foi dividido e controlado pela família Habsburgo, tradicional família austríaca, e pelo  Império Turco Otomano.  Uma terceira parte permaneceu no reino da Hungria. Durante quase dois séculos a capital Húngara, Buda, permaneceu sob o controle Turco.

Depois de um período de calmaria e reunificação do reino, em 15 de março de 1848 Lajos Kossuth liderou uma revolução que buscava a independência total do Império Austríaco, mas uma vez que os rusos estavam do lado Habsburgo, A Hungria foi derrotada mais uma vez.Ferenc Deák foi o líder hungaro responsável pelo acordo de 1867, que marcou o surgimento do Império Austro-Húngaro.

Imperio austro Hungriaco.jpg
foto: blogmundohistoria.blogspot.com

Durante a Primeira Guerra Mundial o Império,derrotado,  perdeu território. Em 1919 líderes comunistas impuseram um regime, que não permaneceu por muito tempo. Na Segunda Guerra Mundial, liderada por um governo de direita, a Hungria se aliou a Alemanha.Mais uma vez derrotada, o país no centro-europeu, permaneceu sob o comando da URSS até a o fim do comunismo no leste europeu.

O QUE FAZER EM BUDAPESTE

A redondeza do Parque da Cidade é tranquila e arborizada. Perto do parque está situada a Praça dos Heróis, onde tem estátuas de figuras marcantes para a história da Hungria.

Praça em Budapeste, um ponto turistico em viagem pela europa
Praça dos heróis

a Avenida Andrássy, uma longa avenida movimentada com comércios e onde está situada a Casa do Terror e a Ópera Nacional, liga a Praça dos Heróis ao centro de Peste. A Casa do Terror relembra as mortes causadas tanto pelos nazistas, quanto pelos comunistas.

ponte de budapeste, ponto turistico em viagens pela na europa
Vista Budapeste

ponte de budapeste, ponto turistico em viagens pela na europa
Rio Danúbio

ponte de budapeste, ponto turistico em viagens pela na europa
Ponte Budapeste

Em cada escada de ferro, em casa parede desbotada, uma parte dessa história é contada. Budapeste é aquele lugar que você sente uma energia inexplicável, é a cidade que até fala com você.