Boom Festival: Geometría Sagrada

Por Maria Fernanda Romero
Revisão Clara Porta Guimarães

UM DOS MAIORES FESTIVAIS DE CULTURAS ALTERNATIVAS DO MUNDO

O Boom é um Festival de Culturas Alternativas que acontece uma vez a cada dois anos em Idanha-a-Nova, Portugal. Neste ano aconteceu entre 22 e 29 de julho.

O tema do Boom Festival de 2018 foi Geometria Sagrada: a ciência que estuda os padrões, os códigos, as proporções e os sistemas de todas as coisas. As nossas células, as folhas, a natureza, tudo segue o mesmo padrão geométrico. Tais figuras, formas e proporções são consideradas sagradas por serem encontradas em toda a Criação.

LAGO DO FESTIVAL DE CULTURAS ALTERNATIVAS BOOM COM MUITAS PESSOAS NADANDO

O Boom Festival é diferente de outros festivais de música e cultura, pois ele se aprofunda no tema escolhido de forma que não é apenas a decoração que é voltada a ele: ele é também abordado em debates e palestras durante o festival, ao lado de outros assuntos alinhados à Espiritualidade, à Redução de Danos, à consciência ecológica, a novos sistemas econômicos e, pela primeira vez este ano, à igualdade de gêneros.

mulheres discutindo sobre igualdade de generos em festa
Discussão sobre igualdade de gêneros em festas

A Boomland, espaço onde ocorre o festival, é totalmente sustentável. Há um lago que rodeia grande parte da festa e deixa o calor mais suportável. As estruturas e os espaços são construídos pensando na bioconstrução. Até os talheres distribuídos na praça de alimentação são biodegradáveis. Eles são feitos de amido de batata. Os banheiros são de compostagem, ou seja, são banheiros secos e por isso não desperdiçam água. Não é permitido o uso de nenhum produto químico, o que gera um bom adubo para o solo do espaço.

filtro de sonho de bamboo no boom festival

MÚSICA

Ao todo são 7 palcos no Festival. Os principais são o Dance Temple e o Alchemy Circle. No Dance Temple os principais nomes do trance se apresentam. De Ace Ventura e Astrix a Confo e Farebi Jalebi. Na noite do eclipse lunar (27.07), o grupo de trance orgânico Highlight Tribe fez uma apresentação emocionante.

O Alchemy Circle é mais alternativo. O line-up conta com grandes nomes da gravadora Zenon Records. O som nem sempre tem altos bpm, mas é sempre muito psicodélico.

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Dance Temple

A arte está presente em todos os cantos do festival. Cada jardim e cada esquina tem alguma coisa especial, seja uma decoração mágica ou uma reflexão. A arte é tão presente no Boom que tem até um Museu no Festival: o Museu de Arte Visionária que nesta edição incluía obras das artistas Amanda Sage e Martina Hoffmann.

O Being Fields é o espaço de cura, onde acontecem as práticas de yoga, meditação, terapias aquáticas, rituais xamânicos e qualquer outra reconexão do homem com a natureza. Hoje o espaço é uma das áreas mais importantes da festa e abre alternativas para quem busca algo além da música.

ESCULTURA DE MADEIRA EM BOOM FESTIVAL

No palo Sacred Fire também acontecem rituais xamânicos, e, como o nome indica, fogueiras. É no Sacred Fire, que acontecem os workshops. Um espaço inspirador de troca de conhecimento e experiências.

A Redução de Danos no Boom Festival também é uma das melhores do mundo. A Lei de Drogas de Portugal é pautada dentro das políticas de Redução de Danos e descriminaliza o porte de todas as substâncias. O país também reconhece a importância do trabalho informativo, inclusive a respeito do conteúdo das substâncias, como ferramenta preventiva para diminuir os riscos e o uso abusivo.

POR DO SOL NO BOOM

Por isso, o Coletivo Kosmicare organiza um stand informativo e também de teste de drogas, utilizando uma técnica chamada TLC. Além disso há um espaço de Psycare, onde pessoas que estejam tendo uma experiência difícil com o uso de substâncias psicoativas ou, pessoas que apenas queiram conversar,  podem falar abertamente com os redutores de danos.

O Boom prega a liberdade e o amor. Busca ensinar às pessoas um pouco mais sobre consciência ecológica, redução de lixo, do consumo e principalmente respeito às diferenças.  É um espaço mágico e acolhedor. Uma experiência inesquecível e imprescindível à todos que acreditam em uma forma mais leve de viver.

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Psicóloga viajante e amiga criam instagram para unir mulheres canábicas

Escrito por Maria Fernanda Romero
Fotos Alice Reis

GIRLS IN GREEN

Psicóloga e redutora de danos, Alice Reis (24), é uma daquelas pessoa que gosto de evocar quando me dizem que não é possível viajar, trabalhar e viver do que se ama. A brasileira está há um ano viajando e trabalhando em projetos de Redução de Danos e estudando sobre cannabis nos países em que a erva é legalizada.

bandeira dos estados unidos em parque nacional
foto Alice Reis

Desde o início da sua graduação em psicologia, Alice se interessou pelo tema das drogas e buscou o que poderia fazer relacionado a ele dentro da área. Foi assim que encontrou a Redução de Danos, uma política pautada em tratar a questão das drogas como um problema de saúde pública, além de enxergar o usuário como um indivíduo autônomo de direitos.

Há quase 5 anos ela trabalha em contextos de festas com o coletivo ResPire em São Paulo. Também estagiou no CAPS-AD São Paulo com usuários de drogas em situação vulnerável. Alice sempre se interessou pela perspectiva política das drogas e buscou entender como ela funciona no Brasil e no mundo.

ALICE Reis em acao de reducao de danos
Foto de @lipstriphotos- www.triphotos.net

“Eu sempre fui apaixonada por viajar e estar em contato com a natureza”, diz a psicóloga. “Eu queria conciliar isso com o meu interesse profissional, que é a Redução de Danos”. Depois da faculdade Alice pesquisou países em que isso seria possível e encontrou algumas opções: “Eu queria muito conhecer e vivenciar a política de drogas em cada país. Trabalhei em Portugal com o coletivo Kosmicare, no festival Being Gathering e na Holanda e com o coletivo Psy Care, no festival Psy-Fi“.

Portugal, Espanha, Marrocos, Holanda e Estados Unidos são alguns dos países nos quais Alice passou e trabalhou no último ano, voluntariando ou mesmo participando de congressos sobre Redução de Danos e perspectivas mundiais sobre as políticas de drogas.

parque nacional nos estados unidos
Foto Alice Reis

“Eu vi na prática como funciona o cuidado com o cidadão e o trabalho com os usuários de drogas, tanto no contexto de festas, como no contexto de saúde pública. O que mais me chocou foi como, em alguns países e diferentemente do Brasil, eles reconhecem o usuário como um ser humano de direitos. O usuário recebe atenção e cuidados com a sua saúde”, explica. A psicóloga conta que até observou uma abordagem policial em Barcelona a um usuário em um contexto de rua e mesmo nessa situação o policial o tratou com respeito e se preocupou em verificar se ele tomava precauções durante o uso.

“Fiquei perplexa ao ver como a própria sociedade tem uma visão diferente dos usuários, que não são tão estigmatizados, criminalizados e marginalizados”, completa.

MULHERES CANNÁBICAS

“Eu vou ser bem sincera com você. Cada um tem uma substância preferida. Eu gosto muito de fumar cannabis. Então, comecei a me interessar pelo contexto da maconha e me aprofundar mais nele”, conta Alice

cigarro de maconha no por do sol
Foto Alice Reis

No Brasil os crimes relacionados às drogas é o motivo de 64% das prisões de mulheres, além de um terço dos presos em geral respondem por tráfico. Entretanto, muitos desses presos são apenas usuários, pois a lei do Brasil não delimita uma quantidade no porte da droga que permita distingui-los dos traficantes. Além disso, a maconha no Brasil é de uma qualidade muito ruim e  nunca poderia ser usada para propósitos medicinais. Sua proibição no país acaba sendo, assim, uma ferramenta para controlar uma população estigmatizada e marginalizada.

“Eu sempre quis fazer uma militância com relação à política cannábica e, por eu gostar de fumar e ter visto como é diferente nos países em que eu estive, criei o Girls in Green com outra amiga, Maria Eugênia, que tem os mesmos ideais que eu”. Explica Alice.

O Girls in Green é uma plataforma no instagram que surgiu como um meio de representatividade para mulheres dentro do mundo canábico. O objetivo era de criar, mais do que uma plataforma, um espaço seguro feito por mulheres para mulheres, onde elas pudessem dividir seus conhecimentos, além de ser também um espaço de debate e de troca.

plantacao de maconha no Marrocos
Alice no Marrocos

“Recebemos muitas histórias, perguntas e relatos de mulheres e ficamos muito felizes em conversar com elas e realmente trocar nossas experiências. Claro que temos muitos seguidores homens e isso é legal, mas o objetivo é representar as mulheres dentro do contexto canábico”, diz Alice. No contexto de drogas existe uma segregação de gênero muito grande. A maioria dos usuários são homens e o conhecimento sobre as drogas também está concentrado em um mundo mais masculino.

Alice relembra sua viagem com mais outras duas amigas ao Marrocos, um lugar onde a visão da mulher é totalmente pejorativa: “Foi uma experiência complexa. O tempo todo estávamos atentas, não sabíamos em quem confiar, tínhamos que tomar cuidado com o que vestíamos, o corpo tinha que estar sempre coberto… O corpo vira um limite muito complexo lá. Não foi uma viagem tão simples de se fazer em um grupo só de mulheres, mas deu tudo certo”.

alice em cima de uma camelo no Marrocos
Alice no Marrocos

Nos países ocidentais a brasileira sente menos esse choque por ser mulher e por estar no mundo das drogas, entretanto a vulnerabilidade da mulher é sempre maior e é comum vermos mulheres que têm seus corpos hipersexualizados. Esse estigma está também associado às drogas e bons exemplos disso são as propagandas de cerveja, ou mesmo mulheres que, em situações de maior vulnerabilidade, percebem que podem usar o seu corpo como moeda de troca, para conseguir essas drogas.

“É mais desafiador para uma mulher conseguir conquistar qualquer tipo de espaço. Os homens não tiveram que conquistar, eles já estavam alí. Para as mulheres, é um desafio a mais, uma barreira a mais, uma batalha a mais  que elas precisam vencer. Por isso que eu acho interessante que exista um espaço de representatividade para as mulheres. O Girls in Green tem o objetivo de uni-las. Também quero que esse espaço as inspire a produzir conhecimento, a se juntarem, a se reconhecerem como usuárias e a discutirem o tema”, explica a psicóloga.

Alice acredita muito no poder da informação. pois se as pessoas sabem como se cuidar e o que estão consumindo, os riscos dos usos de drogas são bem menores. Além disso a psicóloga quer que seu trabalho e estilo de vida inspire os outros, pois é uma semente plantada rumo a mudanças positivas.

estrada com neve
foto Alice Reis

Spannabis mostra o potencial da indústria canabica em Barcelona

Por Maria Fernanda Romero

A Spannabis é uma das maiores feiras cannábicas do mundo. Sua 15ª edição aconteceu no último fim de semana (9, 10 e 11 de março) em Barcelona.  A feira reúne todos os apaixonados por maconha da Europa e do mundo, desde dos consumidores primários até produtores e todos os especialistas da indústria cannábica.

O evento mostra que a maconha deixou de ser apenas um entorpecente e tornou-se quase um artigo de luxo que tem infinitas variações, acessórios adjacentes, seguidores e especialistas. Já a vi até ser comparada com o vinho! Além disso, a cannabis ganha cada vez mais estudos e produtos visando o lado medicinal, tem utilidade na indústria têxtil e pode até ser usada como combustível.

COMO É A SPANNABIS

Mais de 250 expositores compareceram à feira, dentre os quais os já conhecidos Barney’s Farm, DNA e Sensi Seeds, mas também alguns novos, como Carroll Leds. A feira também recebeu a World Cannabis Conferences 2018, que foi o sexto Congresso Internacional sobre cannabis.

entrada da spannabis, feira cannabica em Barcelona

Na sexta feira, o fórum contou com debates sobre as mulheres cannábicas.O ambiente cannábico é predominantemente masculino, assim como os empresários e pesquisadores desse ramo. Porém, isto está mudando e conforme o ramo cresce também cresce o número de mulheres que estão ocupando espaço nesse mundo.

Alice Reis, 24, brasileira e psicóloga é uma das fundadoras da plataforma digital Girls in Green. A plataforma reúne informações do mundo cannábico no Brasil e no mundo. As duas criadoras da plataforma são entusiastas de viagens e cannabis e têm por objetivo tirar o estigma negativo do usuário de maconha, mas também buscar a representatividade da mulher em um ambiente ainda muito masculino.

“No nosso espaço falamos sobre viagens, política de drogas e maconha. É um espaço para todos, mas permitimos muita conversa entre as mulheres. É um espaço em que as mulheres são acolhidas e muitas vezes desabafam. Nós respondemos todas que entram em contato com a gente, seja tirando dúvidas ou apenas ouvindo as histórias das meninas.”, conta a psicóloga, que completa dizendo que procura incentivar as seguidoras do site a dividirem suas experiências na plataforma.A

menina vaporizando em feira cannabica
Alice Reis provando o vaporizador da Puff Co

Ainda no primeiro dia do evento, a conferência recebeu o ICBC, o fórum internacional sobre  mercado da maconha. Já no sábado, foi o dia da maconha medicinal com a presença do Observatório Espanhol da Cannabis Medicinal.

“Ainda temos que avançar muito no estudo sobre cannabis medicinal. Infelizmente só são permitidos atualmente óleos de maconha de CBD com até 0,2% de THC. O problema é que sabemos que no nível de microdoses os dois trabalham bem juntos” Conta Q., produtor de óleo medicinal de CBD.  “Ainda há muita propaganda demasiadamente ruim do THC e muita propaganda demasiadamente boa do CBD”, completa o produtor.

funcionários da empresa canna testando componentes de maconha
A empresa Canna testa os componentes de marihuanna 

As categorias de expositores são: Banco de Sementes, Cânhamo Industrial, Acessórios, Grow Shops, Medicinal, Fertilizantes,  Vaporizadores e Têxtil. Paralelamente à feira acontece uma votação na qual alguns jurados dentro do público escolhem o melhor expositor de cada categoria.

É impressionante a variedade de categorias e até de produtos dentro da mesma categoria. A Sensi Seeds, que é um banco de sementes conhecido, é uma das empresas que explora o lado alimentício da planta. Eles produzem agora o Hemp Protein Shake, um concentrado de proteína que não tem nenhum efeito alucinógeno, pois é feito com o caule da planta. Além de rico em proteínas o shake tem Vitamina B e ferro em sua composição.

Stands de feira cannabica em Barcelona

Os fertilizantes, reguladores de solo e sistemas de iluminação à base de cannabis estão cada vez mais potentes. Mas as “parafernálias”, que são os novos utensílios relacionados à erva também estão se diversificando. A Rosin Tech, por exemplo é uma empresa que vende máquinas que extraem o rosin da flor de marijuana. As máquinas são conhecidas e custam em torno de €3000, porém a empresa teve a sacada de vender uma mini-máquina para os consumidores comuns poderem fazer a própria extração em casa. A mini-máquina custa em torno de 250 euros.

máquina de prensar rosin em feira cannábica de Barcelona

A Trimpro foi uma das empresas que estava vendendo máquinas que fazem o “trim” automaticamente, isto é, que tiram o excesso de plantas da flor de marijuana. Entretanto, essas máquinas diminuem a qualidade do processo e tiram os empregos das pessoas que o fazem manualmente.

máquina de trimmar (cortar excesso de folhas) em Barcelona

Muitos frequentadores da feira estão muito felizes com o crescimento da Indústria da maconha, mas isso também traz sentimentos pessimistas. “Hoje em dia quem trabalha na indústria cannábica são os apaixonados. Essas pessoas trabalham de forma underground, improvisando e muitas grandes empresas podem ocupar esses espaços.”, conta Jean, francês, 34. “A legalidade da maconha ainda é incerta, ela é cinza. Muitas empresas estão esperando uma regulamentação mais clara, mas tenho medo que a grande indústria monopolize o mercado da maconha e tudo fique nas mãos do grande Lobby”, completa.

MERCADO INTERNACIONAL

Nos Estados Unidos é possível observar que o mercado da maconha já está completamente mercantilizado e que, por consequência do modelo capitalista, os preços subiram muito. O modelo sulamericano de legalização é bem diferente, no entanto, Jean não acredita que a Europa deva seguir por esse caminho, uma vez que desde já os europeus enxergam a maconha como mercadoria.

Alice Reis, que também já esteve na maior feira cannábica do mundo, a Emerald Cup nos Estados Unidos e na Cannabis Cup de Montevideo destaca as diferenças: “Nos Estados Unidos é permitido inclusive a venda da maconha com concentrações variadas de THC, enquanto a feira do Uruguai é muito voltada para o cultivo e, principalmente, para o pequeno cultivador”.

trofeu high times da seed company em feira cannábica

PULSAR: Permita seu coração sentir

Por Maria Fernanda Romero

FESTIVAL DE CULTURAS ALTERNATIVAS

Logo na entrada do distrito de Ipoema, Itabira, em Minas Gerais, uma placa indicava o caminho da Terceira Edição do Festival de Arte, Cultura e Sustentabilidade, PULSAR. Também se referia a ele como “Amigo da Natureza”. Isso porquê o festival teve apoio do  CODEMA, Conselho Municipal do Meio Ambiente, para sua realização.

Municipio de cachoeira alta, em ipoema, muito verde e uma queda dagua maravilhosa
Cachoeira Alta Ipoema

pista principal do festival de culturas alternativas pulsar
Pista Principal

chill out do festival de culturas alternativas pulsar
Chill Out

pista tranquila do festival de culturas alternativas pulsar
Chill Out

As estruturas, feitas de bamboo, combinadas com uma decoração de outra dimensão, demarcavam as áreas do festival: Pista Principal, Chill Out, Área de Cura, ResPire Redução de Danos e Praça de Alimentação. O Festival situado dentro do Parque Estadual Mata do Limoeira    tinha acesso a uma cachoeira, Cachoeira Alta, de uma queda de 110 metros.

noite de lua crescente, luz e sombra e no fundo a pista chill out do festival de culturas alternativas pulsar
Chill Out

equipe de redução de danos do festival de culturas alternativas pulsar
ResPire Redução de Danos

A Pista Principal era um portal. Até o bar fazia parte da decoração. Projeções, luzes negras e intervenções pirofágicas faziam a mágica acontecer. O Line up também estava impecável. A produção pensou em duas coisas fundamentais: a abertura, com Disfunction, e o encerramento com Kernel Panic. Nenhum dia deixou a desejar. Elowinz, Derango, Giuseppe, Sator Arepo, Farebi Jalebi, Impertinent, Chromatec, Megalopsy foram alguns dos nomes que se apresentaram na festa. Amantes do high BPM do mundo inteiro se impressionaram com as apresentações.

pista de dança do festival de culturas alternativas
Pista Principal

psicodelia na pista principal do festival pulsar
Pista Principal

pista principal e psicodelia. luz negra e cores brilhantes
Pista Principal

Na Área de Cura, além das medicinas alternativas, foram ministradas palestras sobre permacultura e ecologia. O local era um espaço perfeito para descansar e se conectar com uma energia renovada. O papel do Coletivo ResPire também foi fundamental na festa. Um local seguro para informação e discussões sobre o tema de Drogas e Redução de Danos, sem descriminalizar o usuário.

sapo gigante era a estrutura da area de cura do festival pulsar
Área de Cura

O PULSAR encanta e surpreende o público a cada ano. A única reclamação de muitos foi em relação a portaria da festa, e o fato de precisar do ingresso impresso. De resto, a festa deixa saudades e a certeza de que a cena cresce, com muita qualidade, cada vez mais no Brasil.