Brasileira cria conceito de moda na cena trance européia

Por Maria Fernanda Romero

WORKSHOPS NA CENA TRANCE

Jornalista e estilista, Ana Carolina Lahr (30), descobriu um mundo de oportunidades e viagens explorando seu talento. A história da brasileira é uma inspiração para qualquer pessoa não deixar de acreditar em seus sonhos.

Como estudante de jornalismo sua trajetória foi cheia de obstáculos, pensou em desistir da faculdade no segundo ano, porém como fazia uma faculdade pública (UNESP/BAURU) ficou com medo de perder a vaga e não encontrar nada melhor, então sem abandonar a faculdade, Ana fez um curso livre de moda e estilo no SENAC/BAURU.

Jornalista que compartilha sua arte em festivais, Ana Carolina Lahr. Sorri enquanto ensina sobre moda sustentavel
Ana Carolina Lahr

SOBRE A VIDA DE ANA CAROLINA

A paulista conseguiu terminar a faculdade e começou um curso de especialização em “Criação de imagem, stilling e moda” em São Paulo. De manhã trabalhava em um jornal de Indaiatuba e a noite, duas vezes por semana, ia para a capital Paulista.

No curso, Ana aprendeu a representar uma marca, o conceito de moda e marketing, mas também se afastou do mundo da moda, pois percebeu que passarela não era seu estilo. Então, seu único contato com a moda passou a ser a editoria do tema no jornal onde trabalhava.

Jornalista que compartilha sua arte em festivais, Ana Carolina Lahr. é entrevistada durante o festival
Entrevista realizada durante o Boom festival

Depois de três anos a jornalista largou o jornal, cuja rotina não a fazia feliz. Ana Carolina foi com o marido para a Irlanda estudar inglês. “O meu objetivo era encontrar um romo para minha vida, tanto profissional, quanto espiritual.”

Na Europa, Ana Carolina, trabalhou em tudo que pôde, até de faxineira, e também viajou muito, mas perdeu seu foco principal que era se descobrir. Seu marido conseguiu uma forma de trabalhar e permanecer na Irlanda, enquanto seu visto de estudante já havia vencido e ela precisava achar outra forma de ganhar dinheiro.

MODA SUSTENTÁVEL

Foi quando surgiu a ideia de criar roupas. “Eu queria dar mais valor para a roupa, não queria começar algo se não fosse para ser exclusivo. Eu queria criar algo novo, então comecei a pesquisar e aprendi a trançar roupas.”  Ana Carolina criou a Magic Tale e com o apoio do marido e da família começou a vender suas criações. “Minha mãe que é a pessoa mais pé no chão que e conheço acreditou em mim e eu não era muito confiante, quando minha mãe me deu apoio, eu fui em frente.”

Workshop de moda sustentavel
Workshop Boom Festival

A estilista não só criou um novo estilo como um novo conceito de moda. “Moda é sobre você expressar sua essência, e na minha marca eu estimulo a criatividade, eu desconstruo um conceito para criar um novo e mostro que o erro não é um erro, é apenas uma nova forma de enxergar a realidade”

A primeira vez que a Magic Tale abriu foi em um festival na Irlanda, de música Folk. Lá Ana não vendeu nenhuma peça, mas ela não desistiu. Já com o visto regularizado foi passar as férias no Brasil e lá tentou vender a sua marca.

Workshop de moda sustentavel durante Boom Festival
Workshop durante Boom Festival

“Eu não conhecia o trance, mas pesquisando os festivais achei o Shivaneris.” No Shivaneris a aceitação foi muito boa, superou as expectativas da estilista, e desde então a marca só cresce. Esse ano, Ana Carolina foi convidada para dar um workshop sobre confecção de roupas com materiais reutilizados nos dois maiores festivais do mundo: Ozora e Boom. “Para mim , fazer roupa é um processo pessoal, um terapia. Meu maior desafio desde que a Magic Tale existe é balancear a questão comercial com a minha essência.”

workshop de moda sustentável no Boom Festival
Workshop Boom Festival

Em um mundo que só  visa o consumismo e a produção do novo, Ana se destaca por compartilhar sua experiência com leveza e ajuda as outras pessoas a se descobrirem também. “Ensinar meu talento foi um desafio, uma desconstrução difícil, mas dar a oportunidade das pessoas se descobrirem também, me trouxe uma recompensa espiritual muito grande.”

workshop de moda sustentável no Boom Festival
Workshop Boom Festival

Workshop Boom Festival

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Ozora, um pedaço do paraíso no interior da Húngria

Por Maria Fernanda Romero

FESTIVAL DE CULTURA ALTERNATIVAS

Um festival de Culturas Alternativas acontece todo ano na cidade de Dádpuszta na Húngria. O Ozora foi meu primeiro festival fora do Brasil, e eu fiquei totalmente chocada com os pequenos detalhes.

festival de cultura alternativas na europa
Relaxando no festival
festival  de cultura alternativas na europa
Natureza no festival
festival  de cultura alternativas na europa
Natureza no festival

festival  de cultura alternativas na europa

van psicodelica verde festival  de cultura alternativas na europa
van psicodelica
LINE UP do festival  de cultura alternativas na europa
Line Up
chill out festival  de cultura alternativas na europa
Chill out
quadros coloridos no festival de cultura alternativas ozora na Hungria
arte no festival

EXPERIÊNCIA

Ao chegar, além da pulseira da festa, os viajantes ganham um saco de lixo e uma bituqueira. A preocupação com o meio ambiente é muito grande na Europa, e em um festival como esse não seria diferente. Não havia lixo no chão, diversas lixeiras estavam espalhadas pelo espaço, inclusive lixeiras de coleta seletiva- para separar metal, papel, plástico e lixo orgânico.

A decoração impecável estava sempre em harmonia com a geometria sagrada. A preocupação também ia além da estética: vários espaços com sombra foram montados para as pessoas se protegerem do sol. Lá faz um sol fortíssimo, a poeira e o clima seco pedem muita sombra e água fresca. O que lá, é de graça. Centenas de torneiras com água potável estão espalhadas pelo festival.

chill out psicodelico durante a noite do festival de culturas alternativas ozora
Chill out noturno
Main floor noturno no festival de culturas alternativas
Main floor
fogo durante a noite
Ritual na fogueira
Main floor durante a noite
Main floor
main floor festival  de cultura alternativas na europa
Main floor
decoração do festival de cultura alternativas ozora
Decoração

ARTE

Outra coisa que me chamou atenção foi o nível de qualidade dos workshops da festa. Em uma casa, artistas incríveis compartilhavam um pouco do seu conhecimento com o público. Workshop de cerâmica, tie dye, filtro dos sonhos, roupa reciclável, trabalho em couro- as opções eram infinitas.

workshop durante festival de cultura alternativas na europa
Workshops
workshop durante festival  de cultura alternativas na europa
Workshop
workshop durante festival  de cultura alternativas na europa
Workshop
workshop durante festival  de cultura alternativas na europa
Workshop
workshop durante festival  de cultura alternativas na europa
Fogo do conhecimento
cozinha comunitaria no festival de culturas alternativas
O problema da fome não é a falta de comida, e sim, a má distribuição dela

A arte estava por todos os lados, em uma espécie de exposição-piramide era possível entrar na psicodelia da arte e apreciar a vista de cima da pista principal do Ozora. Viver o Ozora para mim foi muito especial, foi viver um mundo paralelo, uma sociedade tão linda e tão viva.

quadro duas pessoas fumando uma flauta
Arte no Ozora

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Dica: Se for ao Ozora, vá ao labirinto.

labirinto festival de cultura alternativas
Labirinto

Budapeste

Por Maria Fernanda Romero

CONHECENDO BUDAPESTE

Budapeste, capital da Hungria, é uma cidade muito especial. A cidade traz em sua essência a resistência de um povo que tem tantas guerras em sua história, mas hoje é alegre e agrega tão bem diferentes povos.

 A Bácia dos Cárpatos foi construída pelo Império Avaro e dominada pelo Império Romano. Em 896 o príncipe Árpád conquistou a região e deu início a monarquia Húngara. A cultura húngaro sofre influência tanto do leste europeu quanto do ocidente. O idioma, que é muito diferente da língua dos países vizinhos, tem parentesco com o finlandês. A arquitetura gótica predomina nas construções e até hoje as ruas de Budapeste te levam à um passeio na Idade Média.

Durante as guerras medievais, o Estado húngaro sofreu diversos ataques que quase destruíram totalmente o país, entretanto o maior inimigo da nação surgiu no século XV, o Império Turco Otomano.

Por muito tempo foi possível combater o inimigo, entretanto em 1526 os turcos venceram os húngaros e em 1541 o país foi dividido e controlado pela família Habsburgo, tradicional família austríaca, e pelo  Império Turco Otomano.  Uma terceira parte permaneceu no reino da Hungria. Durante quase dois séculos a capital Húngara, Buda, permaneceu sob o controle Turco.

Depois de um período de calmaria e reunificação do reino, em 15 de março de 1848 Lajos Kossuth liderou uma revolução que buscava a independência total do Império Austríaco, mas uma vez que os rusos estavam do lado Habsburgo, A Hungria foi derrotada mais uma vez.Ferenc Deák foi o líder hungaro responsável pelo acordo de 1867, que marcou o surgimento do Império Austro-Húngaro.

Imperio austro Hungriaco.jpg
foto: blogmundohistoria.blogspot.com

Durante a Primeira Guerra Mundial o Império,derrotado,  perdeu território. Em 1919 líderes comunistas impuseram um regime, que não permaneceu por muito tempo. Na Segunda Guerra Mundial, liderada por um governo de direita, a Hungria se aliou a Alemanha.Mais uma vez derrotada, o país no centro-europeu, permaneceu sob o comando da URSS até a o fim do comunismo no leste europeu.

O QUE FAZER EM BUDAPESTE

A redondeza do Parque da Cidade é tranquila e arborizada. Perto do parque está situada a Praça dos Heróis, onde tem estátuas de figuras marcantes para a história da Hungria.

Praça em Budapeste, um ponto turistico em viagem pela europa
Praça dos heróis

a Avenida Andrássy, uma longa avenida movimentada com comércios e onde está situada a Casa do Terror e a Ópera Nacional, liga a Praça dos Heróis ao centro de Peste. A Casa do Terror relembra as mortes causadas tanto pelos nazistas, quanto pelos comunistas.

ponte de budapeste, ponto turistico em viagens pela na europa
Vista Budapeste
ponte de budapeste, ponto turistico em viagens pela na europa
Rio Danúbio
ponte de budapeste, ponto turistico em viagens pela na europa
Ponte Budapeste

Em cada escada de ferro, em casa parede desbotada, uma parte dessa história é contada. Budapeste é aquele lugar que você sente uma energia inexplicável, é a cidade que até fala com você.

Ser Mulher

sou mulher;

meu espaço frequentemente é invadido,

meus desejos frequentemente são hostilizados,

sou objetificada;

sou mulher,

sou sensível,

não sou fraca,

não sou louca,

não sou histerica,

sou mulher,
sangro por uma semana,

mesmo quando não estou machucada,

as feridas que mais doem são outras,

o coração as vezes aperta;

sou mulher,

tenho a possibilidade de ter filhos,

deveria ter a possibilidade de não quere-los.

sou mulher,

sou guerreira,

sou bruxa,

sou flores,

sou cores,sou amores;

Astro rei

As nuvens deixaram de cobrir estrelas,

A lua se escondeu  atrás das colinas,

junto com ela foram todos meus devaneios,

Todos os sonhos não realizados,

Todas as promessas em vão,

e também a solidão,

Fácil seria se pudêssemos apagar e voltar a brilhar todos os dias,

Bem que eu também poderia ser mais forte que todas as nuvens,

que a escuridão,

Assim como o maior astro de todos,

Se eu fosse como o maior astro de todos…

Nada iria me abalar,

Acima do abismo iria poder voar,

enxergar a imensidão,

esquecer da multidão,

Mas o frio ainda me corroí,

É como um tapa que me trás de volta á realidade,

Ah se eu fosse como o maior astro de todos….

Como o outono cheira?

Por Maria Fernanda Romero
O perfume exalando no ar,
Ou é a cândida que limpa o chão?
Talvez aquele shampoo, ou uma colônia pós-banho….
Pode ser uma rosa no jardim,
Mas as rosas estão caindo….
Pode ser a chuva, ou meu cachorro molhado
Não quero fechar a porta,
Deixarei lágrimas,
Meu consolo é saber que o cheiro familiar estará sempre lá….
Sempre lá me esperando,
Para me reconfortar,
E mesmo que eu demore para voltar,
O cheiro do outono lembra meu verdadeiro lar

Mundo de OZ

FESTIVAL DE ARTE E CULTURA

FESTIVAL DE CULTURA ALTERNATIVA

festival de cultura alternativa que aconteceu em São Paulo entre 20 e 24 de abril de 2016

fotos Maria Fernanda Romero

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O festival contava com a presença de uma cachoeira maravilhosa, a decoração deixou ela ainda mais exuberante.

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O palco, a noite estrelada, a decoração, as intervenções artísticas e o som tornaram as noites do Oz inesquecíveis.

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Consciência ecológica também é uma das missões do festival.

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